Pensemos:
Energia elétrica gerada por hidrelétricas é basicamente a conversão de energia potencial, materializada por acúmulo de água, em energia elétrica propriamente dita.
Acúmulo de água se dá pela construção de barragens para a criação de reservatórios, são estes reservatórios que irão garantir fluxo constante de água pelas turbinas, garantindo assim, geração contínua e constante de energia e
létrica mesmo com as intempéries geradas pelos ciclos sazonais.
Criação de reservatórios significa o alagamento de porções generosas de terra que abrigam em si, fauna e flora nativa.
Muito se contesta em relação a esta prática, e eu, de antemão, faço questão de deixar claro que acho justa e razoável esta atitude, por parte de quem a adote.
Bem, vamos lá...
Desconsiderando a energia gerada por hidrelétricas, os modais a serem utilizados para compensar os "picos" em nossa oferta, de acordo com nossa matriz de energia, são os que remetem a queima de combustível fóssil. Seja através de gás, diesel ou carvão. Pequena parte, infelizmente, é compensada por modais "sustentáveis" como, por exemplo, biomassa, solar ou eólica.
Toda defesa de ponto de vista é válida, a busca por diferentes ângulos sempre vai permitir uma melhor visualização do cenário, do todo. Apenas acredito que nem tudo que é exposto em grande escala, é tão simples e cartesiano como nos fazem crer.
Fica aqui minha provocação, será que vale a pena evitar o desmatamento de uma área, pensando no aspecto ecológico, para mais adiante compensar o aspecto econômico lançando algumas milhares de toneladas de CO2 na atmosfera?
Talvez sim, talvez não...
A única certeza, é que este tipo de decisão em um País sério, não pode ser decidida sob viés político ou contaminada por "bandeiras"...
Criação de reservatórios significa o alagamento de porções generosas de terra que abrigam em si, fauna e flora nativa.
Muito se contesta em relação a esta prática, e eu, de antemão, faço questão de deixar claro que acho justa e razoável esta atitude, por parte de quem a adote.
Bem, vamos lá...
Desconsiderando a energia gerada por hidrelétricas, os modais a serem utilizados para compensar os "picos" em nossa oferta, de acordo com nossa matriz de energia, são os que remetem a queima de combustível fóssil. Seja através de gás, diesel ou carvão. Pequena parte, infelizmente, é compensada por modais "sustentáveis" como, por exemplo, biomassa, solar ou eólica.
Toda defesa de ponto de vista é válida, a busca por diferentes ângulos sempre vai permitir uma melhor visualização do cenário, do todo. Apenas acredito que nem tudo que é exposto em grande escala, é tão simples e cartesiano como nos fazem crer.
Fica aqui minha provocação, será que vale a pena evitar o desmatamento de uma área, pensando no aspecto ecológico, para mais adiante compensar o aspecto econômico lançando algumas milhares de toneladas de CO2 na atmosfera?
Talvez sim, talvez não...
A única certeza, é que este tipo de decisão em um País sério, não pode ser decidida sob viés político ou contaminada por "bandeiras"...
Ricardo Campelo Teixeira é engenheiro.
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